Com a intensificação do El Niño e o aumento dos riscos relacionados ao calor extremo, Fortaleza está utilizando dados meteorológicos e de saúde para orientar ações de prevenção e proteção da população. A capital cearense participa de uma iniciativa nacional ao lado de São Paulo e Rio de Janeiro, com estratégias para identificar áreas mais vulneráveis e fortalecer as respostas do poder público.
Em Fortaleza, o Observatório de Riscos Climáticos, lançado em 2025, reúne informações de estações meteorológicas distribuídas pela cidade e permite acompanhar as condições climáticas em tempo real. A gestão municipal também criou o Comitê de Enfrentamento aos Impactos do El Niño e um plano de contingência para situações como ondas de calor, chuvas intensas, secas e erosão costeira.
Outra medida é o desenvolvimento do Protocolo de Calor e Saúde, que prevê cinco níveis de risco e orienta as ações de prevenção. A ferramenta busca ampliar o acesso a informações sobre autocuidado, especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
As experiências das três capitais estão sendo compartilhadas em um encontro no Rio de Janeiro, entre os dias 4 e 6 de novembro, por meio da Parceria para Cidades Saudáveis. A iniciativa reúne mais de 70 cidades em uma rede internacional voltada à prevenção de doenças e à promoção da saúde pública.