As chuvas registradas no Ceará entre os meses de junho e julho de 2026 somaram 36,1 milímetros, volume considerado dentro da faixa de normalidade para o período, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). No entanto, o acumulado ficou 30,9% abaixo da média histórica de 52,2 milímetros, representando o maior desvio negativo desde 2018.
De acordo com os dados da Funceme, junho registrou 26,7 milímetros de chuva, enquanto julho acumulou 9,4 milímetros. O Maciço de Baturité apresentou o maior volume de precipitações em junho, com destaque para os municípios de Pacoti e Guaramiranga. Em julho, a maior média foi registrada no Litoral de Fortaleza.
Segundo a Funceme, as chuvas da pós-estação são influenciadas principalmente pelos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), conhecidos como Ondas de Leste, fenômeno que favorece a formação de áreas de instabilidade e precipitações ao transportar umidade do Oceano Atlântico.
Conforme o Portal Hidrológico do Ceará, até esta segunda, dia 3, o Estado contabilizava cinco açudes sangrando, 43 reservatórios com mais de 90% da capacidade e 28 com volume inferior a 30%. O armazenamento total corresponde a 9,31 bilhões de metros cúbicos, o equivalente a mais da metade da capacidade hídrica estadual.