Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta, dia 23, uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de que o Brasil não possui mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24) e substitui a tarifa global temporária de 10% aplicada desde fevereiro.
A nova taxa será somada à sobretaxa de 25% já aplicada sobre parte das exportações brasileiras desde o último dia 22, elevando a tributação total para até 37,5% em alguns produtos. A decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base em investigação conduzida pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo o USTR, entre 2021 e 2025 o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado nos segmentos de alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. O órgão afirma que essa prática pode gerar vantagem competitiva. O governo brasileiro contestou a decisão, classificando a medida como “arbitrária” e “injustificada”, e informou que pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e adotar medidas previstas na Lei de Reciprocidade.