Os moradores de Fortaleza devem movimentar cerca de R$ 91,5 bilhões em 2026 com consumo de bens e serviços, conforme a pesquisa IPC Maps 2026. O montante coloca a capital como a sétima cidade brasileira com maior potencial de consumo no ano e a primeira posição no Estado. Segundo o levantamento, o potencial registrou queda de 5% em relação a 2025.
A habitação aparece como o principal gasto previsto, totalizando R$ 19,7 bilhões, o equivalente a 21,5% das despesas. Em seguida, estão veículo próprio (R$ 10,9 bilhões), alimentação no domicílio (R$ 9,8 bilhões) e alimentação fora do domicílio (R$ 4,6 bilhões).
O consumo per capita estimado para 2026 é de aproximadamente R$ 35 mil, cerca de 20,2% acima da média urbana estadual, de R$ 29,1 mil por ano. Para o membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, “sabemos que Fortaleza tem uma geração de riqueza, mas essa geração de riqueza, de potencialidade de consumo, é muito concentrada”.
O potencial da capital é nove vezes superior ao de Caucaia, segunda colocada no Estado, e representa 38,6% do consumo cearense. A cidade concentra ainda 341.649 empresas, sendo a maioria do setor de serviços.
Entre as classes socioeconômicas, a classe C deve liderar o consumo com R$ 30,6 bilhões (33,4%), seguida pela classe B, estimada em R$ 29,9 bilhões (32,7%).