As exportações do Ceará para os Estados Unidos somaram pouco mais de US$ 194,5 milhões em agosto de 2026, registrando alta de 20,4% em relação a julho, quando entrou em vigor a nova cobrança de tarifas. Na comparação com junho, último mês antes das novas tarifas, o crescimento foi de 243,1%. Já ante agosto de 2025, o avanço chegou a 269,9%.
O mercado norte-americano respondeu por 57% das exportações cearenses em agosto. Segundo o CEO da JM Negócios Internacionais, Augusto Fernandes, parte do aumento está relacionada à antecipação de compras e à demanda reprimida dos meses anteriores. Ele também citou a preparação do varejo e da indústria dos Estados Unidos para períodos de maior consumo, como o Dia de Ação de Graças e a Black Friday.
Entre os produtos exportados, a siderurgia continuou representando cerca de metade das vendas externas, segundo Eduardo Neves, CEO da Unipar BR. Ele apontou ainda fatores como a localização geográfica, o câmbio e a demanda pelo produto cearense como elementos que contribuem para as exportações. Para o segundo semestre, também é esperada maior participação de produtos como frutas, mel, calçados, tecidos e confecções.
No comércio internacional geral, o Ceará registrou superávit de US$ 65,3 milhões em agosto, resultado da diferença entre exportações e importações no mês.