Ministério da Saúde suspende vacina da dengue do Butantan após suspeitas de duas mortes

Medida temporária foi adotada após registro de reações adversas graves
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Foto: Reprodução

Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina contra dengue do Instituto Butantan. Decisão ocorreu após o registro de 42 reações adversas graves em cerca de 500 mil vacinados. Três casos graves, incluindo dois óbitos, seguem sob investigação sem comprovação de causalidade. Vacina aplicada pelo SUS em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos não foi afetada pela medida.

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda, dia 8, a suspensão temporária da estratégia de vacinação com a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de 42 episódios de reações adversas graves identificados pelo sistema de vigilância pós-vacinação em cerca de 500 mil doses aplicadas.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida afeta a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde e projetos-piloto realizados em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Tocantins. A interrupção não atinge a vacina contra a dengue atualmente disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Entre os casos registrados, três foram classificados como graves, incluindo dois óbitos que seguem sob investigação. De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não há comprovação de relação de causa e efeito entre a vacina e os eventos ocorridos, mas a suspensão foi adotada como medida de precaução enquanto as análises são aprofundadas.

As doses já distribuídas não serão descartadas e permanecerão armazenadas nas redes de frio de estados e municípios. O Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan irão ampliar a investigação sobre os casos, incluindo fatores de risco, armazenamento e aplicação das vacinas.

Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá colaborando com as autoridades de saúde e destacou que a interrupção é preventiva. A instituição afirmou que continuará fornecendo informações, realizando estudos e acompanhando o monitoramento dos vacinados enquanto as investigações estiverem em andamento.

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