Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, começa a sangrar

Reservatório chega a 100% do volume e reforça abastecimento em várias regiões do Ceará
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Foto: Reprodução

Açude Orós atingiu 100% da capacidade e voltou a sangrar na manhã desta quarta-feira (15). Volume reforça abastecimento de várias regiões, inclusive da Região Metropolitana de Fortaleza. Monitoramento é feito por Dnocs e Cogerh, com métodos distintos. Fenômeno movimenta turismo local e exige força-tarefa de apoio.

O Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, voltou a sangrar nesta quarta, dia 15, após alcançar 100% de sua capacidade. Localizado na Bacia do Alto Jaguaribe, o reservatório repete o fenômeno registrado em 2025, que ocorreu após 14 anos sem verter. Segundo o secretário municipal de Turismo de Orós, Eduardo Barbosa, a sangria começou por volta das 8h30.

Com capacidade para armazenar 1,9 bilhão de metros cúbicos, o açude encerrou 2025 com volume elevado e recebeu novo aporte de água neste ano, permitindo que alcançasse novamente o nível máximo. A Prefeitura instalou uma câmera para monitoramento em tempo real devido à expectativa pelo fenômeno, que reforça o abastecimento de diversos territórios, incluindo a Região Metropolitana de Fortaleza.

A sangria ainda ocorre em baixo volume, mas a previsão é de aumento nos próximos dias. Desde fevereiro, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) realiza a transferência de águas do Orós e do Açude Castanhão para o sistema integrado que abastece Fortaleza e municípios da RMF. O reservatório também é utilizado para perenização do Rio Jaguaribe, irrigação e piscicultura.

O monitoramento do volume é feito tanto pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) quanto pela Cogerh, com métodos diferentes de medição. A gestão municipal acompanha diariamente os dados por meio de leitura realizada em régua instalada às margens do açude. De acordo com Eduardo Barbosa, as informações orientam o planejamento local, especialmente durante períodos de maior visitação.

A sangria movimenta o turismo na região, com reforço de equipes de apoio e programação cultural aos fins de semana. O fenômeno também impulsiona o comércio, hospedarias e restaurantes, enquanto o município reforça orientações de segurança e preservação ambiental. Após ciclos de seca entre 2012 e 2018, o Orós iniciou recuperação gradual e sangrou novamente em 2025 e agora em 2026.

Tags:açudeCearáOróssangria

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