O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado, dia 28, a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A declaração foi publicada nas redes sociais. Segundo Trump, “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto”, e a morte representaria justiça para americanos e cidadãos de outros países atingidos por ações atribuídas ao líder iraniano.
Trump afirmou que o fato representa uma “oportunidade” para que os iranianos retomem o controle do país. “Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade”, escreveu.
O presidente norte-americano declarou ainda esperar um diálogo pacífico entre as forças de segurança iranianas e os “patriotas” do país, acrescentando que os bombardeios dos Estados Unidos continuarão “durante toda a semana” ou pelo tempo que considerar necessário. “Os bombardeios pesados e precisos, contudo, continuarão ininterruptos […] para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”, disse.
Até a última atualização, o governo do Irã não havia confirmado oficialmente a morte de Khamenei. O líder, de 86 anos, comandava o país desde 1989, acumulando funções religiosas e políticas, e exercendo autoridade final sobre as políticas públicas da república islâmica.
A confirmação ocorre em meio à ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o Irã iniciada na madrugada de sábado. O ataque, que incluiu alvos militares e atingiu a residência de Khamenei, deixou mortos e feridos, segundo a mídia iraniana. O governo do Irã informou que 24 das 31 províncias foram atingidas e que responderá aos ataques com novas ações contra bases norte-americanas na região.