A Secretaria da Saúde do Ceará informou, nesta sexta, dia 27, que quatro casos suspeitos de mpox estão em investigação no estado. Não há confirmações da doença em 2026, ano em que oito das 12 notificações registradas até o momento foram descartadas. Em 2025, o Ceará contabilizou 13 casos confirmados.
O secretário executivo de Vigilância em Saúde, Antonio Silva Lima Neto, destacou que o estado mantém monitoramento preventivo, apesar do baixo número de notificações. Segundo ele, a atenção atual das equipes está voltada para o aumento das síndromes gripais que têm elevado a procura por atendimento, especialmente em Fortaleza.
O cenário local difere do nacional, que soma 88 infecções de mpox em 2026, com concentração em São Paulo. Desde 2022, o Ceará registrou 546 casos, sendo 90% no primeiro ano de circulação do vírus. Nos anos seguintes, os registros foram esporádicos, não ultrapassando duas dezenas por ano.
A Sesa explica que a transmissão atualmente ocorre majoritariamente por via sexual, embora o vírus também possa ser transmitido por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. A orientação é manter medidas de prevenção, incluindo o uso de preservativos.
O Ministério da Saúde reforça que a mpox apresenta geralmente sintomas leves ou moderados, com tratamento baseado em suporte clínico. A coleta laboratorial é obrigatória para todos os casos suspeitos. O estado não registra mortes pela doença desde o início do monitoramento.