Ministros do STF foram informados de que a Receita Federal identificou indícios de quebra de sigilo envolvendo familiares de integrantes da Corte. Segundo um integrante do governo, houve constatação de vazamento, mas não há informação sobre data nem responsáveis.
De acordo com um ministro do Supremo, a possível violação envolve dados de cônjuges e ex-cônjuges. O rastreamento ocorre após determinação do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou a verificação no âmbito do inquérito das Fake News, aberto em 2019. A lista analisada inclui pessoas com vínculos familiares com os dez ministros do tribunal.
Segundo o portal Metrópoles, tiveram sigilos acessados a mulher de Moraes, Viviane Barci, e o filho de um ministro. Para concluir a apuração, auditores da Receita devem realizar cerca de 8 mil procedimentos de checagem. O órgão afirmou que não comenta demandas judiciais, citando sigilo tributário e judicial.
A solicitação de Moraes não mencionou nomes específicos e também acionou o Coaf para auxiliar na verificação. O rastreamento ocorre em meio à crise institucional decorrente da quebra e liquidação do Banco Master, que levantou suspeitas de vazamento de dados sigilosos.
Integrantes do Supremo suspeitam que a Polícia Federal investigou ministros sem amparo legal. Por outro lado, investigadores da PF consideram que decisões do ministro Dias Toffoli, relator do caso, dificultaram as apurações.