Um documento da modelo Eliza Samudio foi encontrado em Portugal e motivou novos questionamentos sobre o caso que resultou em sua morte, em 2010. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o passaporte com registro de entrada datado de 5 de maio de 2007, sem marcação de saída do país.
O passaporte foi localizado por um homem que mora em um apartamento alugado em Portugal. Segundo ele, o documento estava entre livros em uma estante na área compartilhada do imóvel. O homem afirmou ter identificado a quem pertencia o passaporte ao ver a foto. “Quando encontrei o documento e vi de quem era (…) Lá estava, em cima de um livro, visível, esse documento”, disse.
De acordo com o relato divulgado pelo portal Leo Dias, o apartamento é ocupado pelo homem, por sua esposa e filha, além de ser frequentado por uma senhora e um jovem que alugam outro espaço no local. O motivo de o documento estar na residência ainda não é conhecido.
Com a repercussão, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que o passaporte já foi entregue ao órgão. “O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado. Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento”, declarou. “O consulado vai apenas receber instruções de Brasília e cumprir o que for determinado.”
O irmão mais novo de Eliza, Arlie Moura, também se pronunciou. Ele afirmou que o episódio “mexeu com o psicológico” da família e defendeu que o caso seja investigado. Arlie disse não acreditar na hipótese de que Eliza esteja viva, destacando que considera “convincentes” os fatos apurados pela polícia.