Durante a sessão no Plenário da Câmara que decidiu o futuro do mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que sua vontade “era encher de porrada” parlamentares do Psol, que, segundo ele, adotam comportamentos provocativos nas sessões. Bilynskyj votou pela cassação e criticou a defesa de Braga, que alegou ter reagido a provocações antes de agredir um militante do MBL.
O deputado declarou que, na entrada do plenário, militantes do PSOL teriam ofendido parlamentares de direita. Ele comparou a situação ao argumento apresentado pela defesa de Braga. “Segundo esse raciocínio, eu teria todo o direito de surrar todos eles”, afirmou. Bilynskyj também disse que, na sua avaliação, “tudo que sai da boca do PSOL e da Esquerda é mentira”.
O parlamentar afirmou que grupos de esquerda utilizariam o plenário para apresentar justificativas enquanto mobilizariam militantes para provocar deputados de direita fora das sessões. Segundo ele, esses episódios seriam tentativas de criar conflitos e prejudicar mandatos. “A minha vontade era de encher de porrada, mas não o faço”, declarou, afirmando agir em respeito aos eleitores que o elegeram.
A Câmara decidiu suspender o mandato de Glauber Braga por seis meses, rejeitando a cassação recomendada pelo Conselho de Ética. O processo teve origem em representação do partido Novo após Braga agredir o militante Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril de 2024. A ação foi registrada em vídeo e divulgada publicamente.
Braga admitiu a agressão, mas afirmou ter reagido após sofrer sete episódios de provocação e ataques pessoais, incluindo ofensas à sua mãe, que enfrentava Alzheimer em estágio avançado e morreu 15 dias depois do episódio.