Após mais de dois anos de cativeiro, os últimos 20 reféns israelenses vivos foram libertados nesta segunda, dia 13, pelo grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza. A ação integra a primeira etapa do plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também prevê a libertação de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Com a libertação, o Hamas não mantém mais reféns vivos em Gaza, encerrando um dos capítulos mais tensos do conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, quando 251 pessoas foram sequestradas no sul de Israel. Dos reféns mortos, 26 corpos ainda permanecem em poder do grupo e devem ser entregues posteriormente.
Como parte do acordo, Israel deverá libertar 250 palestinos que cumprem longas penas e outros 1.718 detidos sem acusação formal desde o início da guerra. Segundo a Sociedade de Prisioneiros Palestinos, o primeiro ônibus com libertados já chegou à Faixa de Gaza, onde multidões se reuniram para receber os detentos e hospitais foram mobilizados para atendê-los.
O governo israelense confirmou que 26 reféns foram mortos e lembrou que o corpo do soldado Hadar Goldin, morto em 2014, continua retido em Gaza. Dois outros israelenses ainda têm paradeiro incerto, o que mantém parte da tragédia em aberto mesmo com o avanço do acordo.