Israelenses e palestinos comemoraram, na madrugada desta quinta, dia 9, a confirmação de um acordo inicial entre Israel e o grupo Hamas, que pode levar ao fim da guerra em Gaza. O plano prevê a libertação de todos os reféns — vivos ou mortos — e o retorno de prisioneiros palestinos.
Em Gaza, mesmo sob novos ataques em algumas áreas, moradores saíram às ruas para celebrar o cessar-fogo. “Obrigado, Deus, pelo fim do derramamento de sangue e das mortes. Toda a Faixa de Gaza está feliz”, afirmou Abdul Majeed Abd Rabbo, morador de Khan Younis. Em Tel Aviv, familiares de reféns também comemoraram a notícia. “Não consigo explicar o que estou sentindo… É uma loucura”, declarou Einav Zaugauker, mãe de um sequestrado pelo Hamas.
O acordo é parte inicial de um plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e negociado indiretamente no Egito, com mediação do Catar, Egito e Turquia. Apesar das celebrações, há cautela entre palestinos e israelenses quanto à implementação. Autoridades locais pediram que moradores não retornem às áreas de conflito até que o cessar-fogo esteja oficialmente consolidado.
A comunidade internacional reagiu positivamente à notícia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “todos os reféns devem ser libertados de forma digna” e pediu que o cessar-fogo seja permanente. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e líderes de países como França, Espanha, Alemanha, Canadá e Austrália também saudaram o acordo e reforçaram o apoio à reconstrução de Gaza.
O presidente francês Emmanuel Macron considerou o entendimento “uma imensa esperança” e defendeu a retomada do diálogo para uma solução de dois Estados. Já o presidente argentino Javier Milei anunciou que pretende indicar Donald Trump ao Prêmio Nobel da Paz “por sua contribuição à paz internacional”.