Janja diz que já quis ‘pegar a bolsa e as cachorras’ para ir embora de Brasília

Esposa de Lula diz que não aceita ser colocada em “caixinha”
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Foto: Reprodução

Janja disse que já pensou em deixar Brasília após ataques nas redes. Afirma que rejeita o papel tradicional de primeira-dama, que chama de “caixinha”. Disse que não mudou sua essência, mas ajustou a postura em eventos oficiais. Ainda não definiu atuação na eleição de 2026 e comentou sobre Michelle Bolsonaro. Indicada para representar as mulheres na COP30, viaja pelo Brasil ouvindo depoimentos.

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou em entrevista que já pensou em deixar Brasília devido às críticas recebidas desde o início do governo. “Teve um momento em que eu quis pegar a minha bolsa e as minhas cachorras e sair, voltar para a minha casa”, declarou, emocionada. Segundo ela, situações semelhantes também teriam sido vividas por outras primeiras-damas no passado.

Janja ressaltou que não pretende se enquadrar em um perfil tradicionalmente associado ao cargo, voltado a filantropia e visitas sociais. “Historicamente a primeira-dama é colocada em uma caixinha. Quiseram me colocar numa caixinha, mas desde o começo eu falei que esse não é o meu perfil. Toda hora querem me empurrar para dentro da caixinha, e eu sempre digo: ali, não. Não vou entrar nessa caixinha”, afirmou.

A primeira-dama disse ainda que não mudou sua forma de ser, apesar de ter adotado uma postura mais reservada em alguns momentos oficiais. “Eu continuo com o mesmo espírito. Mas eu não posso sair cantando em um evento, como poderia na campanha”, explicou. Ela também criticou a postura de parte da imprensa: “Me parecia ilógico mulheres jornalistas criticarem o fato de eu querer fazer diferente do combinado historicamente pelos homens.”

Sobre as eleições de 2026, Janja afirmou que ainda não definiu como atuará, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não decidiu se disputará a reeleição. Questionada sobre a possível participação de Michelle Bolsonaro, disse: “Eu não vou deixar ninguém atacá-lo, seja homem ou seja mulher. Eu espero que ela tenha ética para saber o papel que ela tem.”

Indicada em maio como enviada especial para as mulheres na COP30, Janja tem viajado pelo país para ouvir relatos e reunir contribuições que serão apresentadas no evento internacional.

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