Uma manifestação organizada por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda reuniu cerca de 8,8 mil pessoas na manhã deste domingo, dia 7, no Centro de São Paulo, segundo estimativa do Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common. O ato teve como pautas a defesa da soberania nacional e a rejeição ao projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seus apoiadores condenados por crimes contra a democracia.
A mobilização na Praça da República foi uma resposta a atos convocados por apoiadores de Bolsonaro para o feriado de 7 de Setembro. O levantamento do público, feito com análise de imagens aéreas por software de inteligência artificial, indicou margem de erro de 12%, apontando entre 7,7 mil e 9,8 mil participantes.
O evento contou com a presença dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho), do presidente nacional do PT, Edinho Silva, além dos deputados federais Guilherme Boulos e Érika Hilton, ambos do PSOL. Outras lideranças políticas, como Kiko Celeguim, Antônio Donato e a vereadora Silvia, também participaram.
Entre as bandeiras do ato, estavam críticas à taxa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, considerada uma interferência internacional, além da defesa de propostas como a taxação de grandes fortunas, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e a redução da jornada de trabalho sem corte de salários.
Nos discursos, lideranças reforçaram oposição ao projeto de anistia em debate na Câmara dos Deputados. “Neste momento é fundamental nós derrotarmos a anistia. Não pode ter a anistia para quem organizou golpe. Não pode ter anistia para quem organizou assassinato. Quem defende a anistia está defendendo assassinos. Quero dizer a vocês que nós não podemos sair das ruas, não podemos recuar”, disse Edinho Silva.