O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça, dia 26, durante reunião ministerial, que o Brasil não aceitará “desaforo, ofensas e petulância de ninguém”. A declaração foi uma resposta às recentes medidas do governo dos Estados Unidos, que elevaram tarifas sobre produtos brasileiros. Lula destacou que o país está disposto a negociar em igualdade de condições, mas sem aceitar tratamento de subordinação.
As críticas foram direcionadas ao presidente norte-americano, Donald Trump, que aplicou um tarifaço contra o Brasil. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, 35,6% das exportações brasileiras para os EUA estão sob taxação de 50%. Outros 41,3% dos produtos exportados têm tarifa de 10%, e 23,2% são atingidos pela Seção 232 da lei norte-americana, que inclui taxas de até 50% sobre aço, alumínio e cobre, além de 25% sobre automóveis e autopeças.
Em 13 de agosto, Lula assinou medida provisória que institui o Plano Brasil Soberano, com ações para mitigar os efeitos das tarifas, incluindo linha de crédito de R$ 30 bilhões para exportadores, alterações no seguro de crédito à exportação e incentivos às compras governamentais. O governo também anunciou a abertura de novos mercados como estratégia de comércio exterior.
Ainda nesta terça-feira, Alckmin e outros ministros embarcam para o México, onde discutirão a ampliação das relações comerciais em áreas como agricultura, biocombustíveis, aviação, energia e indústria.