Pen drive de Bolsonaro guardava arquivos de empresa de aliado

Dispositivo apreendido na casa de Bolsonaro tinha catálogos da Medicalfix
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Foto: Reprodução

PF apreendeu pen drive na casa de Bolsonaro em 18 de julho. Arquivos continham apenas catálogos da empresa Medicalfix, de um aliado. Investigadores apontam que arquivos foram gravados um dia antes de encontro. Material foi considerado irrelevante e não entrou no relatório final.

A Polícia Federal (PF) encontrou em julho, durante busca na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), um pen drive escondido no banheiro de seu quarto. O dispositivo continha documentos referentes a uma empresa de equipamentos médicos e odontológicos ligada a um amigo pessoal do ex-mandatário, mas o material foi classificado como irrelevante para o inquérito.

O pen drive, apreendido em 18 de julho, passou por perícia que revelou a existência de diversos arquivos apagados e não recuperados. Entre os itens acessados, havia apenas catálogos em PDF da empresa Medicalfix, de Santa Rita do Passa Quatro (SP), administrada pelo dentista Mário Roberto Perussi, parceiro político de Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

De acordo com investigadores, os arquivos foram gravados em 21 de agosto de 2024, um dia antes de Bolsonaro e Eduardo se reunirem com Perussi em um café da manhã. O encontro teria tratado de estratégias para fortalecer empresas brasileiras diante da concorrência internacional. Apesar da coincidência, a PF não encontrou contratos da empresa com o governo federal ou estadual, apenas registros municipais.

Como o conteúdo não se relaciona diretamente ao inquérito contra Bolsonaro e Eduardo, a corporação decidiu não incluir os arquivos no relatório final. O pen drive, entretanto, segue sob custódia.

Na mesma operação, a PF localizou anotações manuscritas no porta-luvas de um dos carros do ex-presidente. Os rabiscos mencionam a delação de Mauro Cid e fazem referência a estratégias de defesa, citações a autoridades e até hipóteses de “plano de fuga”. Esses papéis também foram considerados fora do escopo da investigação e não integraram o relatório de indiciamento.

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