A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta, dia 15, a soltura do fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e do diretor estatutário do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes. A medida prevê o uso de tornozeleira eletrônica e o pagamento de fiança de R$ 25 milhões para cada um.
s dois foram presos temporariamente na terça, dia 12, em operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apura esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda. Os auditores Artur Gomes da Silva Neto e Marcelo de Almeida Gouveia tiveram a prisão prorrogada.
Entre as medidas cautelares impostas pelo juiz Paulo Fernando Deroma De Mello estão: comparecimento mensal em juízo, proibição de contato com investigados e testemunhas, entrega de passaporte, recolhimento domiciliar noturno e impedimento de frequentar prédios da Secretaria da Fazenda sem convocação oficial.
Em nota, o MP-SP informou que, além de Sidney e Mario, também foi liberada Tatiane de Conceição Lopes, esposa do operador financeiro Celso Éder Gonzaga Araújo. A Fast Shop declarou que “está colaborando integralmente com as autoridades” e destacou que o processo corre em sigilo judicial.
A Ultrafarma afirmou que colabora com as investigações e defendeu a inocência de Oliveira. O advogado Fernando Capez disse que seu cliente já firmou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o MP-SP, no qual reconheceu irregularidades tributárias e aderiu ao parcelamento dos valores devidos.