Helicópteros não vão atuar em resgate de brasileira. Altitude é causa principal.

Juliana Marins está há mais de 60 horas isolada em penhasco próximo ao Monte Rinjani
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Foto: reprodução

Helicóptero não conseguiu chegar a Juliana Marins por causa do mau tempo. Brasileira está presa desde sexta-feira (20) em penhasco próximo ao vulcão Rinjani. Rota para o cume do vulcão foi fechada para agilizar o resgate. Pai da jovem enfrenta dificuldades para viajar à Indonésia.

As equipes que atuam no resgate da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, relataram nesta terça, dia 24, que o helicóptero previsto para ser utilizado nas buscas não conseguiu chegar ao local devido às condições climáticas. Juliana está presa em um penhasco no entorno do vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, desde a última sexta, dia 20.

O ponto onde Juliana está localizada fica a cerca de 3.000 metros acima do nível do mar, o que representa um desafio adicional para o resgate. Poucas aeronaves têm capacidade de operar nessa altitude, e apenas um número restrito de helicópteros no mundo consegue realizar voos em condições tão extremas. Além disso, a baixa visibilidade na área torna o uso da aeronave ainda mais arriscado.

A direção do Parque Nacional do Monte Rinjani informou, em nota publicada nas redes sociais, que “não é fácil e rápido como pensamos”. Imagens de drone identificaram a presença da brasileira na região, e, para facilitar as operações de busca, a rota para o cume do vulcão foi temporariamente fechada.

A família de Juliana comunicou que ainda não foi possível chegar até ela. Segundo o relato, há várias autoridades presentes na região onde estão concentradas as equipes de resgate, o que demonstra o comprometimento com a operação. Três planos estariam sendo executados simultaneamente para tentar resgatá-la.

O pai da turista, Manoel Marins Filho, publicou uma mensagem nas redes sociais agradecendo os esforços do governo brasileiro, incluindo a embaixada na Indonésia e o Ministério das Relações Exteriores. Ele informou que está a caminho do país asiático com esperança de retornar com a filha.

Durante a viagem, no entanto, Manoel relatou dificuldades. Ele fez escala em Lisboa, Portugal, e foi informado que não poderia seguir viagem devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar, em razão de um ataque do Irã contra bases dos Estados Unidos na região.

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