Projeto dedica-se ao empoderamento feminino por meio do artesanato.

A organização não governamental foi fundada em 2007, com o objetivo de qualificar, profissionalizar e empoderar as mulheres participantes.
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Muito mais que artesanato, o Centro de Arte e Cultura Canoa Mulher é um espaço para trabalhar o empoderamento de mulheres. A organização não governamental foi fundada em 2007, com o objetivo de qualificar, profissionalizar e empoderar as mulheres participantes. Presidida pela Maria Fátima dos Santos, a Tia Fá, a associação reúne 60 mulheres de Aracati que chegam a produzir 100 capas de almofadas por mês, além de itens como bolsas e panos de cozinha. Entre os carros-chefes, está a coleção Memória Azul, desenvolvida durante a capacitação da Central de Artesanato do Ceará (CeArt), inspirada nos azulejos portugueses de Aracati. “Procuramos trabalhar, além do fazer, a cultura local”, explica Tia Fá.

O projeto começou em um espaço da Associação Cultural Canoa Criança, entidade que acolhe crianças e adolescentes de Canoa Quebrada. As mães levavam os filhos para atendimento e, enquanto esperavam por eles, se encarregavam de pequenas tarefas, como distribuir lanches e organizar filas. O grupo de mães cresceu ao se juntar a outras mulheres da comunidade. “Com o tempo vimos que o principal desejo dessas mulheres era aprender uma habilidade para gerar renda. Quando foi legalizado em 2007, tínhamos apenas 12 mulheres, hoje são 60”, disse.

Juntas, elas decidiram aproveitar o tempo e as habilidades para o desenvolvimento de trabalhos artesanais, comercializá-los e complementar a renda da família. “Foi um dos melhores momentos da minha vida quando cheguei nesta casa (no centro urbano de Aracati), na nossa sede. Não tínhamos muita renda e conseguimos as máquinas por meio de doação, os tecidos, os instrutores para os cursos”, conta. O grupo também contou com o apoio da CeArt para a organização, assessoramento e diagnóstico técnico, além da capacitação e do desenvolvimento da coleção. As peças desenvolvidas por elas estão disponíveis nas lojas CeArt.

Com mulheres que vão dos 27 aos 60 anos, a organização quer resgatar também o jovem de Aracati, mas diz que esbarra na falta de interesse da geração. A ideia é prepará-los para o mercado de trabalho e geração de renda para melhorar as condições socioeconômicas das famílias mais vulneráveis de Aracati.

Com informações do Governo do Estado do Ceará.

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