O governo dos Estados Unidos pediu que a Venezuela interrompa o fornecimento de petróleo para Rússia, China, Irã e Cuba, informou a ABC News. A demanda teria sido feita durante conversa entre o presidente Donald Trump e a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, após a prisão de Nicolás Maduro. Segundo Trump, o governo venezuelano entregaria “entre 30 e 50 milhões de barris” aos EUA “a preço de mercado”.
Além de solicitar o corte no envio de petróleo a outros países, os Estados Unidos também exigiram que a Venezuela estabeleça “uma parceria exclusiva” para fornecimento aos norte-americanos. De acordo com o canal, os EUA devem ser favorecidos em relação a outras nações na compra de petróleo bruto.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Caracas só conseguiria manter autonomia por “algumas semanas” antes de precisar vender reservas. Segundo ele, as condições financeiras do país permitiriam aos EUA influenciar a comercialização do petróleo já extraído. Rubio acrescentou que os EUA manterão a exportação venezuelana “em quarentena” até que haja mudanças políticas no país.
A China reagiu ao pedido, classificando a exigência como intimidação. A porta-voz Mao Ning afirmou que o uso da força e a solicitação para que a Venezuela favoreça os Estados Unidos violam o direito internacional e a soberania do país. Paralelamente, Trump declarou que empresas norte-americanas devem investir no setor petrolífero venezuelano.
A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, com 303,8 bilhões de barris, segundo o Instituto de Estatística de Energia. O país, no entanto, enfrenta queda na produção, que reduziu mais de 70% desde 2007, chegando a 960 mil barris diários em 2024.