O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta, dia 11, que a guerra contra Irã “vai acabar quando eu quiser que acabe”. Em entrevista por telefone ao site Axios, ele declarou que “praticamente não sobrou nada para atacar” no país e que os ataques estão “muito à frente” da programação inicial.
Segundo Trump, os danos provocados pelas forças americanas superam as estimativas previstas para o período de seis semanas de ofensiva. As declarações ocorrem em meio à falta de clareza sobre os objetivos finais dos Estados Unidos no conflito, apesar das diretrizes divulgadas pelo próprio governo.
Na terça, a porta-voz da administração americana, Karoline Leavitt, afirmou em coletiva que os objetivos continuam sendo impedir a construção de uma arma nuclear pelo Irã, destruir capacidades de mísseis balísticos, neutralizar a Marinha iraniana e enfraquecer grupos aliados de Teerã no Oriente Médio — metas alinhadas com as posições de Israel, aliado dos EUA.
Trump também tem defendido que a intenção é forçar o regime iraniano a uma “rendição incondicional”, sem detalhar o que isso representaria na prática ou quais critérios definiriam o encerramento da participação americana no conflito.
As declarações reforçam a indefinição sobre os rumos da guerra, que permanece dependente das decisões do presidente, segundo análise publicada pela Folhapress.