O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou nesta quarta-feira, dia 2, a implementação de uma tarifa recíproca de 10% sobre produtos brasileiros. Segundo ele, essa alíquota corresponde ao percentual que o Brasil cobra sobre bens norte-americanos. A medida se aplicará igualmente a todos os países da América Latina, exceto Venezuela e Nicarágua, e entrará em vigor no sábado, dia 5. Para nações que impõem tarifas superiores a 20% sobre produtos dos EUA, Washington D.C. adotará um imposto equivalente à metade desse valor. Como exemplo, a China será taxada em 34% e a União Europeia (UE), em 20%.
O republicano divulgou uma tabela detalhando as novas taxas aplicadas aos parceiros comerciais dos EUA e enfatizou que a alíquota de 10% servirá como referência, podendo ser elevada para países específicos.
O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, no chamado “Dia da Libertação”. No evento, realizado no jardim da residência oficial, Trump apresentou as novas diretrizes de sua política comercial, destacando que este é “um dia histórico para a América”. Segundo ele, as medidas tornarão os EUA “ricos novamente”, além de impulsionar o mercado de trabalho e fortalecer a indústria nacional.
O governo norte-americano informou que as taxações terão efeito imediato, incluindo o Brasil. No mês anterior, a Casa Branca já havia imposto uma tarifa de 25% sobre todas as importações de alumínio e aço.
O comércio entre os Estados Unidos e o Brasil apresenta um déficit para o país sul-americano, ou seja, o Brasil importa mais do que exporta. Segundo dados do governo federal, em 2024, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 40,3 bilhões, enquanto as importações foram superiores, alcançando US$ 40,6 bilhões. Com isso, os Estados Unidos registraram um superávit comercial de US$ 283 milhões.
Confira na tabela as porcentagens e seus respectivos países:
