O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, nesta semana uma parceria de transferência de tecnologia da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). O acordo envolve o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer e prevê a entrega de 1,8 milhão de doses até o fim deste ano. A distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS) terá início na segunda quinzena de novembro, com foco em gestantes e recém-nascidos.
Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é aplicar uma dose a partir da 28ª semana de gestação. O VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de 2 anos. A expectativa é prevenir cerca de 28 mil internações anuais e beneficiar aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos.
Além da vacina, o Brasil passará a produzir o natalizumabe, medicamento biológico usado no tratamento da esclerose múltipla. A transferência de tecnologia será feita pela farmacêutica Sandoz para o Instituto Butantan, no modelo de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP).
De acordo com o ministério, o natalizumabe é indicado para a forma remitente-recorrente de alta atividade da esclerose múltipla, que corresponde a 85% dos casos. Atualmente, cerca de 40 mil pacientes vivem com a doença no Brasil. A medida amplia a concorrência, fortalece a política de acesso universal ao tratamento e reduz a dependência de importações.
O governo federal informou que as ações integram a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. A previsão é que, em até dez anos, 70% das necessidades do SUS em vacinas, medicamentos e equipamentos sejam produzidas no país, com investimentos estimados em R$ 57,4 bilhões.