A Escola José Parente Prado, da rede municipal de Sobral, no bairro Sumaré, passa a receber nesta semana um projeto-piloto de segurança com câmeras, reconhecimento facial e botão de pânico. O sistema começará a ser testado na sexta, dia 3, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação.
Segundo a gestão, a iniciativa vinha sendo planejada desde março, mas foi antecipada após o ataque ocorrido no dia 25 de setembro em uma escola estadual da cidade, que deixou dois estudantes mortos e três feridos.
O projeto é o mesmo desenvolvido pela empresa Gamma Serviços e Sistemas, de Brasília, e já aplicado em uma escola cívico-militar em Tianguá. Em Sobral, a instalação inclui uma torre de monitoramento com visão de 180 graus, botão de pânico, integração em tempo real com a Guarda Municipal e Polícia Militar, além de envio de informações sobre frequência escolar aos pais por meio de aplicativo.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Cynira Kézia Rodrigues, a escola foi escolhida por atender 1.100 alunos do Ensino Fundamental II e estar localizada em área de vulnerabilidade social. O custo do projeto-piloto é de R$ 6 mil mensais, financiado pela Prefeitura. A análise de viabilidade terá duração de dois meses e poderá ser expandida para outras unidades da rede, composta por 89 escolas.
Na rede estadual, as aulas na Escola de Ensino Médio Luís Felipe, onde ocorreu o ataque a tiros, estão previstas para serem retomadas em 6 de outubro. Até lá, professores, servidores, alunos e familiares participam de atividades de apoio psicossocial. A Polícia segue investigando o caso e um suspeito foi preso preventivamente.