Um dia após o roubo das joias da coroa francesa no Museu do Louvre, em Paris, um relatório preliminar do Tribunal de Contas vazado à imprensa revelou falhas significativas na segurança da instituição. Em resposta, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, ordenou nesta segunda, dia 20, o reforço da vigilância em todos os museus nacionais.
O documento aponta atrasos “consideráveis” e “persistentes” na modernização das instalações técnicas do museu. No setor Denon, onde fica a Galeria de Apolo, um terço das salas não possui câmeras de vigilância, enquanto no setor Richelieu, três quartos das salas carecem desses equipamentos. Em cinco anos, apenas 138 câmeras adicionais foram instaladas.
O relatório destaca ainda que, apesar de um orçamento anual de 323 milhões de euros, os recursos aplicados na segurança são insuficientes frente às necessidades estimadas. Problemas como superlotação, infiltrações e calor excessivo sob a pirâmide reforçam a vulnerabilidade da instituição, que recebeu 8,6 milhões de visitantes em 2024.
A presidente do Louvre, Laurence des Cars, afirmou que o projeto “Louvre Novo Renascimento”, iniciado em janeiro, prevê reforço da segurança para proteger o acervo e que estudos detalhados foram solicitados à polícia. Segundo Des Cars, as conclusões desses estudos se somarão às medidas já iniciadas.
Na manhã desta segunda-feira, o ministro Laurent Nuñez determinou a intensificação da segurança em todos os museus nacionais da França, como medida preventiva após o roubo das joias da coroa.