O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda, dia 15, um pacote de medidas para restringir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais e ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. As mudanças devem atingir plataformas como TikTok, Instagram, Snapchat, Facebook, YouTube e X.
Segundo o governo britânico, a proposta segue modelo semelhante ao adotado pela Austrália, que aprovou restrições para menores de 16 anos em redes sociais no fim de 2025. Serviços de mensagens, como WhatsApp e Signal, não serão incluídos nas novas regras.
Além das limitações de acesso, o Reino Unido pretende implementar bloqueios para recursos considerados de risco, como transmissões ao vivo e comunicação entre crianças e pessoas desconhecidas. A regulamentação deverá ser concluída até o fim do ano, com entrada em vigor prevista para a primavera britânica de 2027.
O governo informou que a decisão foi baseada em consultas públicas realizadas com pais, professores e jovens. Mais de 116 mil contribuições foram recebidas, e a maioria dos responsáveis que participou da consulta afirmou apoiar uma idade mínima de 16 anos para o uso de redes sociais.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento das discussões sobre os impactos do uso excessivo das plataformas digitais na saúde e na segurança de crianças e adolescentes. Apesar do apoio de parte da população e de autoridades, pesquisadores e psicólogos apontam que ainda há debate sobre a eficácia de proibições para reduzir esses impactos.