A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) começou a tramitar, nesta quarta, dia 2, um Projeto de Lei que reconhece oficialmente o Forró como Patrimônio Histórico-Cultural e Imaterial do Estado. A proposta é de autoria do deputado Romeu Aldigueri, presidente da Casa, com coautoria do deputado Carmelo Neto.
De acordo com os parlamentares, o forró representa muito mais que um gênero musical: é uma manifestação cultural profunda da identidade nordestina, reunindo tradições da oralidade, dança, religiosidade, culinária, vestimenta e artesanato, com forte impacto na economia e no turismo regional.
A medida pretende reforçar o reconhecimento nacional concedido em 2021 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), quando o forró foi declarado Patrimônio Cultural do Brasil. Agora, o Ceará busca consolidar o valor do gênero musical em âmbito estadual.
Com a proposta, o Estado poderá desenvolver políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cultura do forró, como apoio a mestres da arte popular, incentivo à circulação de artistas, realização de festivais regionais e inclusão do tema na grade curricular das escolas da rede pública.
Durante entrevista à coluna Vertical, do jornal O POVO, Aldigueri defendeu que o forró é uma herança enraizada na história do Ceará, desde o período das Guerras Mundiais, e criticou a perda de espaço da música típica em festas tradicionais. Um segundo projeto de sua autoria prevê o ensino do forró como tema transversal nas escolas.