De acordo com o Censo 2022 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 476 mil pessoas que residem no Ceará são naturais de outros estados ou países. Deste total, 471.533 são brasileiros provenientes de outras unidades federativas, enquanto 4.730 são estrangeiros, com destaque para os venezuelanos, que passaram a ser o principal grupo internacional no estado.
Entre os brasileiros que escolheram o Ceará como residência, paulistas lideram o ranking, representando 19,1% dos migrantes, seguidos por pernambucanos (10,7%) e piauienses (10,5%). O IBGE aponta que essa movimentação reflete tanto a proximidade geográfica quanto fatores econômicos e sociais que tornam o Ceará atrativo para essas populações.
No que diz respeito aos imigrantes internacionais, o número de venezuelanos cresceu significativamente, ultrapassando os norte-americanos que antes eram a maior nacionalidade estrangeira no estado. A população venezuelana no Ceará aumentou 26% em relação a 2010, seguindo uma tendência nacional de crescimento expressivo da comunidade vinda da Venezuela.
Por outro lado, cerca de 1,5 milhão de cearenses residem em outros estados brasileiros. Destes, mais de um terço (35,3%) optaram por morar em São Paulo, refletindo o histórico fluxo migratório entre o Nordeste e o Sudeste do país. O IBGE destaca que esse movimento inclui tanto cearenses que migraram quanto familiares nascidos em São Paulo.
Apesar dessa intensa mobilidade, o saldo migratório do Ceará nos últimos cinco anos foi praticamente neutro, com uma taxa de variação de -0,01%, indicando que o número de pessoas que deixaram o estado quase se iguala ao das que chegaram. O Ceará ficou em terceiro lugar no ranking de maior taxa migratória do Brasil, atrás apenas da Paraíba e do Tocantins.