Nos últimos dois anos, o clima no Ceará tem apresentado extremos históricos de temperatura, tanto de calor quanto de frio. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 2023 concentrou os maiores registros de calor, com destaque para Jaguaribe, que chegou a 41,9 °C no dia 31 de outubro. Já em 2024, foram registradas as temperaturas mais baixas da série histórica, como os 11,4 °C em Aiuaba, no dia 25 de julho.
Segundo a Funceme, esses extremos são reflexo direto das mudanças climáticas, que têm impacto mais intenso em regiões como o semiárido. O meteorologista Francisco Júnior explica que o aumento tanto nos dias de calor quanto nos dias frios indica a presença de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. Mesmo com algumas mínimas recentes, os pesquisadores apontam que os dias frios atuais ainda são mais quentes que os de décadas atrás, devido ao aquecimento global.
Em Fortaleza, a variação é menor por conta do microclima urbano e da proximidade com o mar. A capital registrou máximas de até 37 °C em 2001 e mínimas de 19,7 °C em 2019. Já em junho de 2025, o estado tem observado uma leve queda nas temperaturas durante as madrugadas, efeito do início do inverno no Hemisfério Sul. Ainda assim, o clima mais ameno não representa o fim dos impactos do calor intenso no Ceará.