O Ceará contabilizou 160.556 matrículas na educação especial em 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgados nesta quinta-feira (26). O número representa aumento de 30% em relação a 2024, com 37,1 mil novas matrículas no período. O Estado aparece como o quinto do país com maior quantidade de estudantes nessa modalidade.
A educação especial inclui alunos com deficiências cognitivas, físicas, altas habilidades ou superdotação. Entre os grupos, estudantes com autismo apresentaram o maior crescimento. O total passou de 69.888 em 2024 para 107.472 em 2025, avanço de 53%. A expansão ocorre em meio à implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei), instituída pelo Governo Federal em 2025.
Em coletiva de apresentação dos dados, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que as redes de ensino enfrentam desafios para atender a demanda crescente. Ele destacou a mudança no fator de ponderação do Fundeb, que aumentou o repasse por aluno com deficiência com o objetivo de ampliar recursos para estados e municípios.
Embora a educação especial tenha crescido, o Censo Escolar aponta redução nas matrículas da educação básica no Ceará. Em 2025, o Estado registrou 2.108.135 estudantes, 24.799 a menos que em 2024. A diminuição foi observada na educação infantil, nos anos finais do ensino fundamental, no ensino médio e na EJA do ensino médio. Segundo especialistas do Inep, o movimento está ligado à queda da população em idade escolar e à melhora em indicadores como distorção idade-série e repetência.
Os anos iniciais do ensino fundamental e a EJA do ensino fundamental foram as únicas etapas com aumento de matrículas em 2025. Já no contexto nacional, a redução somou 1,082 milhão de estudantes, conforme o Inep e o Ministério da Educação.