A conta oficial do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, publicou no domingo, dia 11, uma charge que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um sarcófago trincado e se desfazendo. A ilustração é acompanhada da frase: “Ele também será derrubado”. O post ocorreu no mesmo dia em que Trump afirmou que avaliava respostas à repressão aos protestos no país.
Nesta segunda, dia 12, o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Irã mantém diálogo aberto com os Estados Unidos. Ele citou a comunicação entre o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff. Segundo Baghaei, os contatos também seguem por intermédio da Suíça.
A recente onda de manifestações no Irã é considerada um dos maiores desafios ao regime desde 1979. Os protestos, que começaram por causa do aumento de preços, se espalharam pelo país e ocorrem em um momento de tensões regionais, com a Rússia em guerra na Ucrânia e aliados iranianos enfrentando perdas, incluindo a queda de Bashar al-Assad na Síria.
Segundo a organização de direitos humanos Hrana, mais de 500 pessoas morreram desde 28 de dezembro, incluindo 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança. A ONG afirma que mais de 10.600 pessoas foram presas. O governo iraniano não divulgou números oficiais e o fluxo de informações está limitado por bloqueio à internet.
Também no domingo, Trump afirmou que o Irã teria feito convite para discutir o programa nuclear. Segundo ele, uma reunião estaria sendo organizada, embora ações anteriores dos EUA e de Israel tenham incluído bombardeios a instalações nucleares iranianas durante conflito de 12 dias em junho.