O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta a revogação dos vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de seus supostos aliados na Corte e de seus familiares.
Segundo Rubio, a decisão tem como base uma política do governo Trump de responsabilizar estrangeiros envolvidos em ações de censura à liberdade de expressão, acusando Moraes de liderar uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump. Não foram divulgados os nomes dos demais ministros afetados.
A medida coincide com a decisão de Alexandre de Moraes que determinou o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro, além de recolhimento noturno, proibição de uso de redes sociais e de contato com investigados ou diplomatas. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que identificou risco concreto de fuga e tentativa de obstrução das investigações por parte do ex-presidente. Bolsonaro chamou as sanções de “suprema humilhação”.
Nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside no país, agradeceu a Trump e Rubio pela retaliação contra Moraes. Eduardo afirmou que, assim como está impedido de ver o pai, agora há autoridades brasileiras que não poderão ver seus familiares nos EUA. A situação agrava ainda mais a tensão diplomática entre os dois países e reforça o impacto internacional das decisões tomadas pelo STF no contexto das investigações envolvendo Jair Bolsonaro.