O Governo do Ceará inaugurou nesta quarta, dia 18, a Galeria da Liberdade, espaço instalado no Palácio da Abolição, em Fortaleza, e gerido pelo Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS). O local passa a abrigar exposições que dialogam com temas como democracia, igualdade racial e direitos humanos. Na solenidade de abertura, o governador Elmano de Freitas sancionou a lei que cria oficialmente a Galeria e destacou seu simbolismo como um “reparo histórico”.
A Galeria ocupa o espaço do antigo Mausoléu Castelo Branco, construído em 1972. O local foi reformado e adaptado para receber exposições e atividades culturais. A primeira mostra é “Negro é um rio que navego em sonhos”, com curadoria de Ana Aline Furtado e obras de artistas como Alexia Ferreira, Blecaute, Luli Pinheiro e Suellem Cosme. O espaço funcionará inicialmente às quartas e quintas, das 10h às 18h, e às sextas e sábados, das 13h às 20h.
Secretários de Estado presentes na cerimônia reforçaram a importância da Galeria. A secretária da Cultura, Luísa Cela, disse que o espaço ressignifica a luta pelos direitos humanos e estimula o conhecimento da história cearense. O chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, afirmou que o investimento reforça o compromisso do Governo com o respeito, o diálogo e a diversidade.
Zelma Madeira, secretária da Igualdade Racial, destacou que a Galeria representa um ato antirracista e um espaço de valorização da memória negra no Ceará. Já a secretária dos Direitos Humanos, Socorro França, afirmou que a iniciativa expressa o compromisso com os direitos fundamentais e a valorização das lutas históricas.
estrutura da Galeria possui cerca de 300 metros quadrados, com duas salas laterais e uma área central. A exposição inaugural também ocupa espaços a céu aberto e apresenta símbolos africanos, como adinkras, e imagens de mulheres negras que são referência no movimento negro local. Para a coordenadora da Galeria, Cícera Barbosa, o projeto simboliza uma construção coletiva voltada para a representatividade e o futuro.