A família da publicitária Juliana Marins, morta após cair de um penhasco durante trilha na Indonésia, enfrenta dificuldades para trazer o corpo da jovem ao Brasil. Segundo parentes, a empresa Emirates, responsável pelo voo saindo de Bali, se recusa a confirmar o transporte do corpo, alegando que o bagageiro da aeronave está “lotado”.
“Estamos tentando confirmar o voo que trará Juliana para o Brasil, para o aeroporto do Galeão [Rio de Janeiro]. Porém, a Emirates de Bali não quer confirmar o voo. É descaso do início ao fim”, publicou a família nas redes sociais.
Eles relataram que a situação com a empresa aérea mudou de forma repentina. “Estava tudo certo com o voo, até que, do nada, o bagageiro ficou ‘lotado’. Pedimos que o descaso com Juliana acabe”, escreveu a família na legenda da postagem.
A Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana, afirmou que repassou R$ 55 mil à família para cobrir os custos com o translado, incluindo transporte, documentação e serviços funerários internacionais. Apesar do apoio financeiro, ainda não há previsão para a chegada do corpo ao Brasil, por conta do impasse com a companhia aérea.
Juliana Marins tinha 26 anos e fazia um mochilão pela Ásia quando sofreu o acidente no Monte Rinjani, na Indonésia. Seu corpo foi localizado na última terça-feira (24).