Governo do Ceará articula com Alckmin medidas para reduzir impacto do tarifaço

Ceará busca medidas para reduzir impacto de sobretaxa dos EUA
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Foto: Reprodução

Elmano se reúne com Alckmin para discutir impacto da tarifa dos EUA Comitiva inclui representantes da Fiec, Faec e diversos setores econômicos Setores como siderurgia e agroindústria estão entre os mais afetados Governo do Ceará avalia liberar créditos de ICMS e busca apoio do BNB e BNDES

Uma comitiva formada por empresários cearenses, liderada pelo governador Elmano de Freitas, deve se reunir com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), na próxima terça, dia 29, em Brasília. O encontro tem como pauta principal a negociação de medidas para reduzir os efeitos da tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A tarifa entra em vigor a partir de 1º de agosto.

Durante reunião com o secretariado, realizada no sábado, dia 26, Elmano comentou que as medidas ainda estão em negociação com os empresários e com o Governo Federal. A comitiva deve contar, além do governador, com os presidentes da Fiec, Ricardo Cavalcante, e da Faec, José Amílcar Silveira, além de representantes de diferentes setores econômicos do estado.

Elmano ressaltou a preocupação com o impacto da tarifa sobre o mercado de trabalho no Ceará. O governador destacou ainda problemas específicos enfrentados por setores como os de pescados, castanha de caju, cera de carnaúba e siderurgia. A empresa ArcelorMittal, por exemplo, que responde por metade das cargas do Porto do Pecém, exporta 78% de seus produtos para os EUA e já enfrenta tarifa de 50% sobre o aço.

O governo estadual, por meio da Secretaria da Fazenda, estuda alternativas para mitigar os prejuízos, incluindo a liberação de créditos de ICMS retidos. Segundo estimativas iniciais, o montante chega a R$ 1 bilhão. Além disso, há tratativas para garantir acesso a linhas de crédito por meio do BNB e do BNDES.

De acordo com dados do Comex Stat, 52,2% das exportações do Ceará em 2024 foram destinadas aos Estados Unidos, totalizando US$ 557 milhões. Os setores de siderurgia e calçados são os mais impactados. O estado é o mais exposto à medida entre todas as unidades da federação.

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