O governador do Ceará, Elmano de Freitas, se pronunciou nesta quinta-feira, dia 31, sobre o impacto que o aumento de 50% nas tarifas dos Estados Unidos pode causar à economia cearense. A medida, anunciada pelo governo norte-americano, preocupa o setor produtivo local, especialmente em áreas como pescados, castanha de caju, água de coco, cera, couro e calçados. Elmano classificou o aumento como “absurdo e injustificável”.
Segundo o governador, ações conjuntas estão sendo articuladas com o Governo Federal, por meio do vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com quem Elmano tem reunião agendada para esta sexta-feira (1º), em Brasília. Ele também garantiu apoio aos empresários locais, destacando a importância de preservar os empregos dos cearenses.
Ainda nesta quinta-feira, o governo estadual se reuniu com órgãos como Casa Civil, Sefaz e PGE para discutir estratégias emergenciais. Reuniões individuais com setores mais afetados também foram determinadas. “Queremos ouvir um a um, e compartilharmos cada decisão”, disse Elmano, ressaltando que a escuta direta dos empresários será fundamental.
O governador informou que mantém contato com órgãos federais como a Receita Federal e o Ibama no Ceará, além do Porto do Mucuripe, buscando acelerar o envio de mercadorias antes do início da nova taxação, prevista para o dia 6. Outra frente será a abertura de novos mercados, incluindo tratativas com o Consulado da China.
Elmano também avalia a compra de produtos perecíveis de produtores locais, como peixes e frutas, para uso em programas sociais e unidades públicas do Estado. Ele reforçou que todas as medidas econômicas estão sendo analisadas com responsabilidade fiscal. “Seguiremos firmes, deixando de lado disputas ideológicas, para proteger nosso povo e nossa economia”, finalizou.