A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou o início do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No Ceará, os principais efeitos esperados são aumento das temperaturas, redução da umidade relativa do ar, irregularidade das chuvas e maior risco de propagação de incêndios.
Segundo a NOAA, as águas do Pacífico atingiram aquecimento igual ou superior a 0,5°C, condição necessária para a caracterização do fenômeno. A agência estima ainda 63% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.De acordo com , diretor executivo da , o Ceará poderá registrar temperaturas até 2°C acima da média entre julho e setembro. A expectativa é que os efeitos sejam mais percebidos a partir de agosto, período em que ocorre redução da intensidade dos ventos no estado.
Além do aumento do calor, o fenômeno pode contribuir para a diminuição da umidade do ar e favorecer a ocorrência de incêndios florestais. As condições também podem ampliar a formação de ondas de calor, especialmente entre setembro e novembro.
Diante do cenário, o Comitê Integrado de Segurança Hídrica do Ceará informou que mantém ações de monitoramento e planejamento dos recursos hídricos. O grupo também destacou obras como a Malha d’Água, a duplicação do Eixão das Águas e o Cinturão das Águas do Ceará como medidas voltadas à segurança hídrica do estado.