O Ministério da Justiça oficializou nesta segunda, dia 21, a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem como fundamento uma infração disciplinar por “abandono de cargo”, caracterizada por faltas injustificadas ao serviço por mais de 30 dias consecutivos.
Eduardo Bolsonaro estava afastado das funções na PF durante o período em que exerceu o mandato de deputado federal. Ele perdeu o mandato após excesso de faltas às sessões da Câmara e vive nos Estados Unidos desde 2025.
A demissão ocorre dias após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, por unanimidade, recurso da defesa contra a condenação do ex-deputado. Em junho, Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. O STF também determinou a perda do cargo de escrivão da PF.
Segundo o entendimento da Corte, Eduardo atuou nos Estados Unidos para tentar interferir no processo que envolvia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A Primeira Turma manteve a condenação em julgamento encerrado na última sexta, dia 18.