Cid Gomes denuncia “jogo armado” no Banco Central e propõe mudanças

Senador vê favorecimento ao mercado e sugere mudança na legislação
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Foto: Alessandro Dantas/ Agência Senado

Cid Gomes questiona autonomia do Banco Central e critica vínculos com o mercado. Cita como exemplo a contratação de Campos Neto pelo Nubank. Propõe quarentena de quatro anos para ex-dirigentes do BC. Senador defende mais fiscalização e regras para evitar conflitos de interesse.

O senador Cid Gomes criticou, em artigo publicado nesta terça, dia 2, a atual autonomia do Banco Central, afirmando que a política monetária brasileira estaria “capturada” por interesses do sistema financeiro. Segundo ele, a ausência de regras mais rígidas estaria favorecendo a atuação de ex-dirigentes da instituição no setor privado.

Como exemplo, o parlamentar citou a ida do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para um cargo no Nubank, empresa regulada justamente pela autoridade monetária. Para Cid, esse tipo de movimentação revela um “jogo viciado” e levanta suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse.

Diante disso, o senador propôs uma alteração na legislação para instituir uma quarentena de quatro anos para ex-dirigentes do BC antes que possam assumir funções no mercado financeiro. A medida teria o objetivo de preservar a credibilidade da política monetária. “Sem fiscalização e sem regras claras, a política monetária vira um jogo viciado, em que o povo sempre sai perdendo”, afirmou Cid Gomes.

Tags:Banco CentralCid Gomes

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