O governo da China pediu, neste domingo, dia 4, que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, detidos neste sábado, dia 3, em Caracas e levados para custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York. A manifestação foi feita por meio do Ministério das Relações Exteriores chinês.
Segundo Pequim, a ação conduzida pelos Estados Unidos “violou claramente” o direito internacional e as normas básicas das relações entre Estados, além de contrariar os princípios e propósitos da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). A China é um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela.
Em comunicado oficial, o governo chinês também solicitou que os Estados Unidos garantam a integridade física de Maduro e de sua esposa e interrompam iniciativas que visem à derrubada do governo venezuelano. Para a chancelaria, a crise deve ser solucionada “por meio do diálogo e da negociação”.
Esta foi a segunda manifestação pública da China sobre o episódio. No sábado, dia 3, o país já havia condenado o uso da força pelos Estados Unidos, declarando estar “profundamente chocado” com a operação. O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir nesta segunda, dia 5, para discutir a situação na Venezuela.