Estudantes da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Marconi Coelho Reis, em Cascavel, no Ceará, desenvolveram um biomaterial produzido a partir de escamas de peixe e resíduos de cana-de-açúcar. O projeto CellScale é finalista da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) 2026, em Novo Hamburgo (RS), e a equipe busca apoio para participar presencialmente da etapa final.
O material foi desenvolvido no laboratório da própria escola a partir de uma matriz tridimensional e porosa, chamada scaffold, composta por biocelulose produzida com resíduos de cana-de-açúcar e hidroxiapatita extraída de escamas de peixe. A pesquisa recebeu apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para a realização de análises.
Segundo os estudantes, os testes apontaram potencial de aplicação na regeneração tecidual, produção de curativos e regeneração óssea. Na área ambiental, o material também apresentou resultados relacionados ao tratamento de água, com remoção de 100% de corante têxtil e óleo mineral nos testes apresentados, além de redução superior a 99,7% da cor aparente e 98,04% da turbidez. O scaffold pode ser reutilizado por até 10 ciclos de filtragem, com custo estimado de R$ 0,02 por aplicação.
A equipe é formada pelos estudantes Ana Clara e Carlos Vinícius, com orientação dos professores Guilherme Maciel e Francisco Augusto e participação do monitor de laboratório João Pedro Monteiro Silva.