O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) criou um Grupo de Trabalho (GT) para estudar a diversificação de matérias-primas para biocombustíveis, colocando o Ceará em posição estratégica no setor. A iniciativa busca integrar pequenos produtores e agricultores familiares, aproveitando as condições climáticas favoráveis do Estado e sua proximidade com o mercado europeu, que exige produção sustentável.
Segundo o consultor Expedito Parente Júnior, o Ceará pode atrair investimentos ao ofertar matérias-primas e ampliar a produção de biogás e biometano, beneficiando a indústria local. “A integração com o Porto do Pecém permitirá que o Estado se torne um corredor de exportação”, destacou. No entanto, ele alerta para desafios como infraestrutura e certificação, que são cruciais para atender aos padrões internacionais.
O GT, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, contará com vários órgãos governamentais e instituições de pesquisa para elaborar propostas em 360 dias. A medida visa tornar o Brasil líder global no setor, garantindo crescimento sustentável e inclusivo. Incentivos financeiros e desenvolvimento tecnológico serão fundamentais para viabilizar a expansão da produção e a aceitação comercial de novas matérias-primas.
Entre as alternativas estudadas, estão o aproveitamento de culturas como babaçu, macaúba e carinata, além de resíduos agropecuários e urbanos. “Matérias-primas amiláceas e lignocelulósicas, como capim-elefante e eucalipto, também podem ser utilizadas”, ressaltou Expedito Parente Júnior. A diversificação fortalecerá a competitividade do Ceará no mercado internacional de biocombustíveis.