Ceará institui Programa de Apoio Humanitário ao Traslado e Sepultamento Digno

Projeto de lei enviado à Alece prevê custeio humanitário para famílias sem condições de repatriar corpos de cearenses falecidos fora do país
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Foto: Reprodução

Projeto cria programa estadual para custear traslado e sepultamento de cearenses mortos no exterior. Apoio terá caráter excepcional, condicionado à vulnerabilidade da família e a circunstâncias específicas. Despesas incluem traslado, trâmites consulares, serviços funerários e sepultamento ou cremação. Proposta chega após ação emergencial no caso da cearense Lucinete Freitas, morta em Portugal.

O governador Elmano de Freitas encaminhou à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) um projeto de lei que institui o Programa Estadual de Apoio Humanitário ao Traslado e ao Sepultamento Digno de Cearenses Vítimados no Exterior. A medida estabelece diretrizes para que o Estado possa custear, de forma humanitária, despesas relacionadas ao traslado, velório, sepultamento ou cremação de cidadãos naturais do Ceará que morreram fora do país.

O governador afirmou que a iniciativa é “uma iniciativa essencial para garantir dignidade e apoio às famílias que enfrentam a dor da perda longe de casa, assegurando suporte do Estado em um momento tão difícil”, reforçando o “compromisso com a vida e com a solidariedade ao povo cearense, onde quer que ele esteja”. O projeto fundamenta-se nos princípios da dignidade humana e na proteção dos direitos humanos, especialmente em situações de vulnerabilidade social.

De acordo com o texto, o apoio será excepcional e não terá caráter previdenciário, assistencial permanente ou indenizatório. A concessão dependerá de análise individual, disponibilidade orçamentária e comprovação de requisitos como naturalidade cearense, vulnerabilidade socioeconômica da família, falecimento no exterior em circunstâncias excepcionais e ausência de cobertura de despesas por outras fontes, como seguros ou empregadores.

As despesas que poderão ser custeadas incluem traslado internacional, procedimentos legais e consulares, serviços funerários, velório, sepultamento ou cremação. O programa também orienta que o apoio não substitui responsabilidades de terceiros, como seguradoras ou entidades estrangeiras.

O anúncio ocorre após o Estado custear, de forma emergencial, o traslado da babá cearense Lucinete Freitas, morta em Portugal. Ela deve chegar ao Ceará na sexta-feira (13). O governo afirma que a nova política regulamentará de forma permanente situações semelhantes.

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