Um grupo de pessoas realizou, neste domingo, dia 1, dois atos na Avenida Beira Mar, em Fortaleza, para protestar contra maus-tratos a animais e pedir responsabilização pela morte do cão Orelha, ocorrido no dia 4 de janeiro em Florianópolis, Santa Catarina. A mobilização faz parte de ações que vêm sendo realizadas em outras capitais do país após o caso ganhar repercussão nacional.
Segundo relato dos organizadores, Orelha era um cão comunitário e foi torturado por adolescentes. O animal chegou a ser socorrido, mas foi submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Em Fortaleza, manifestações ocorreram às 10h e às 16h, reunindo famílias, protetores de animais, ativistas, jovens e crianças, que levaram cartazes contra a violência animal.
Durante o ato, Gabriel Mendes, de 10 anos, discursou para o público. “Eu sou criança, mas logo vou me tornar adolescente. Estou aqui para dizer que nem toda criança é mal, nem todo jovem é mal. Tem muita gente da minha idade que protege os animais”, declarou ao pedir justiça pela morte do animal.
Em entrevista, o secretário estadual da Proteção Animal, Erich Douglas (PSD), afirmou que é necessário avançar em mudanças na legislação, endurecer punições para crimes de maus-tratos e garantir a aplicação efetiva da lei. A protetora e fundadora da ONG Anjos da Proteção Animal (APA), Stefanie Rodrigues, destacou que o movimento representa uma defesa mais ampla por políticas públicas e respeito aos animais.
Protestos semelhantes ocorreram em cidades como São Paulo, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Manaus, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória e Rio Branco. Em São Paulo, participantes usaram roupas pretas e camisetas com a imagem do cão, além de distribuírem adesivos com mensagens sobre o caso. A denúncia sobre o crime foi registrada em 16 de janeiro, e três adolescentes continuam sendo investigados após um dos suspeitos ser convertido a testemunha.