Cagece: novo data center fortalece projeto da Dessal

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Na última segunda-feira, 22, foi anunciado que a multinacional Angola Cables construirá um novo data center na Praia do Futuro em Fortaleza até 2025. Este anúncio fortaleceu a ideia de que é possível conciliar a implantação de uma usina de dessalinização na região com a estrutura de cabos submarinos de fibra óptica que chega ao local.
A multinacional chegou a se manifestar em 2023 através de nota, expressando preocupação com a instalação da chamada Dessal do Ceará na Praia do Futuro.
“Existe insegurança jurídica e técnica em torno da usina e isso terá influência nas decisões de escolher Fortaleza como ponto de amarração de seus cabos”, disse a companhia à época. Agora, após anunciar investimento de R$ 250 milhões, na fase inicial da construção de um novo data center já para o 2º semestre deste ano, e de R$ 400 milhões, até a conclusão do projeto, prevista para 2025, escreveu a multinacional em nota.
“Reforçamos que continuamos atuando normalmente e mantemos a execução dos projetos atuais e estudo dos projetos já desenhados para o Brasil. Com relação à usina de dessalinização, a Angola Cables segue aguardando as decisões dos órgãos envolvidos”, disse a empresa no comunicado.
O anúncio dos novos investimentos na Praia do Futuro, em Fortaleza, foi realizado após reunião entre o governador Elmano de Freitas (PT) e o CEO da Angola Cables, Ângelo Dama.
“Vê como positivo o investimento no novo empreendimento da Angola Cables, na Praia do Futuro, confirmando que, baseada nos estudos técnicos e ambientais realizados, é possìvel a coexistência da planta de dessalinização com as infraestruturas de dados existentes e também com outras que venham a se instalar naquela região”, escreveu a Cagece em nota.
O informe comunica ainda que “o projeto para a instalação da Planta de Dessalinização na Praia do Futuro permanece com o mesmo cronograma. Após autorização dos órgãos competentes e finalizadas todas as etapas necessárias, a construção da planta deverá ser iniciada ainda neste semestre”.
Para o coordenador do programa Academia Huawei no Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE), Moacyr Regys, “ter um investimento de grandes empresas, como a Angola Cables, com certeza vai trazer muito emprego para o nosso Estado”. Contudo, sobre a usina de dessalinização, o especialista defende que apesar do baixo risco de dano à estrutura de cabos submarinos, “o ideal seria que ela fosse construída com maior distância do que os atuais 500 metros, talvez 1km ou 2km”.

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