Em artigo intitulado “Parcerias para a internacionalização da Cagece”, o diretor de Gestão de Parcerias da companhia, Luciano Arruda, detalha ações voltadas ao fortalecimento de cooperações institucionais com organizações internacionais do setor de saneamento. Segundo ele, a iniciativa ocorre sob a orientação do presidente da empresa, Neuri Freitas, e busca atender ao Marco Legal do Saneamento e avançar na adoção de novas tecnologias.
Arruda afirma que o Brasil concentra atualmente um dos maiores programas de investimento em saneamento do hemisfério ocidental. Estimativas citadas por ele apontam que o país precisará entre R$ 900 bilhões e R$ 1 trilhão para cumprir as metas da Lei nº 14.026/20. O diretor destaca que a cooperação multilateral com países que já evoluíram no atendimento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 6 (Água Potável e Saneamento), será fundamental.
O diretor relata que, no primeiro ano do projeto, representou a Cagece em visitas à China, onde conheceu plantas de tratamento e tecnologias consideradas essenciais para o avanço da companhia, incluindo processos de reuso de água aplicáveis a áreas industriais do Complexo do Pecém. Ele também cita missões técnicas a Portugal, Chile e Espanha, onde foram observadas soluções relacionadas a cobertura de esgoto, dessalinização e sistemas modulares de tratamento.
Entre os projetos mencionados está a futura planta de dessalinização da Cagece, prevista para começar a ser construída ainda em 2025. A estrutura deverá abastecer parte da Região Metropolitana de Fortaleza e reduzir a pressão sobre os reservatórios do interior do Estado.
Arruda afirma que as parcerias internacionais já fazem parte da estratégia permanente da companhia e serão fundamentais para atender às exigências regulatórias e às demandas da população.