A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) se pronunciou pela primeira vez após ser libertada por autoridades israelenses, nesta segunda dia 7. Ela integrava um grupo internacional de 420 ativistas que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza quando foi interceptada pelo Exército de Israel. Segundo a parlamentar, todos foram tratados como “terroristas” e sofreram “violência” e “truculência”.
Atualmente abrigada na embaixada do Brasil na Jordânia, Luizianne gravou um vídeo agradecendo pelo apoio recebido. Ela relatou que o grupo passou seis dias em um presídio de segurança máxima, sem comunicação, e afirmou que “não estava em águas israelenses” no momento da abordagem.
“Fomos sequestrados pelo Exército israelense, que tomou o controle do barco e nos levou para o Porto de Asdode”, disse.Em nota, o governo brasileiro condenou a ação militar de Israel e reiterou “o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais” e o “caráter pacífico da flotilha”.
A parlamentar informou ainda que o grupo ficou sem água e comida durante o primeiro dia de detenção e relatou “condições degradantes e violência psicológica”. Luizianne e outros 13 brasileiros libertados devem chegar ao Brasil nesta quinta-feira (9).