Alemanha deve ser a primeira compradora do hidrogênio verde do Ceará

Diretor do Complexo do Pecém afirma que país europeu liderará importação do H2V produzido no estado, com forte interesse confirmado durante visita à Europa.
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Foto: Reprodução

Alemanha deve ser a primeira importadora do hidrogênio verde cearense. Diretor do Complexo do Pecém confirma interesse europeu crescente pelo H2V. Porto de Roterdã, parceiro do Pecém, amplia obras para recebimento do combustível. Ceará lidera o país com 38 projetos voltados à produção de hidrogênio verde.

A Alemanha deve se tornar o primeiro país a comprar hidrogênio verde (H2V) produzido no Ceará, segundo afirmou o diretor comercial do Complexo do Pecém (Cipp SA), André Magalhães. O executivo destacou que o país europeu demonstra grande interesse no combustível limpo, com a expectativa de que ministros e autoridades alemãs visitem o Ceará em breve. “A Alemanha está com uma fome total […] Ouso dizer que será o primeiro cliente a comprar nosso hidrogênio verde”, declarou em entrevista ao jornal O POVO.

Magalhães afirmou que a infraestrutura para a produção e exportação do H2V segue em expansão. Durante visita recente a Roterdã, o diretor observou obras para instalação de dutos de hidrogênio e amônia, reforçando a preparação da Europa para receber o produto. O Porto de Roterdã, que detém 30% de participação no Porto do Pecém, já possui contrato para comprar 25% da produção cearense e será o ponto de distribuição do combustível para o continente europeu.

O diretor também reforçou a confiança no potencial do hidrogênio verde, apesar das críticas de especialistas do setor energético. “Eu tenho zero dúvidas sobre o hidrogênio verde. Se tivesse tudo pronto hoje, já teríamos clientes”, afirmou. Ele citou ainda o SAF (combustível sustentável da aviação), a amônia e o metanol como subprodutos com alta demanda no mercado internacional.

Atualmente, o Ceará lidera o país em número de projetos voltados ao H2V, com 38 memorandos de entendimento assinados. Desses, sete já possuem pré-contratos com o governo, e dois devem confirmar investimentos até 2026. A infraestrutura necessária para o escoamento da amônia verde segue em construção, abrangendo redes de dutos, tanques de armazenamento e estruturas no Píer 2 do Porto do Pecém, em uma área de cerca de 11,6 hectares.

Tags:Cearáenergia sustentávelHidrogênio verdePorto do Pecém

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